Surf Trip Chicama: guia completo da esquerda mais longa do mundo
Uma surf trip para Chicama, no norte do Peru, é a oportunidade de surfar algumas das ondas mais longas do planeta. Também chamada de Puerto Malabrigo, Chicama tornou-se conhecida pelas extensas esquerdas que quebram diante de uma paisagem desértica e, quando as seções se conectam, proporcionam percursos difíceis de encontrar em qualquer outro destino.
Além da extensão das ondas, Chicama atrai surfistas brasileiros pela proximidade com o Brasil, pelo idioma, pela gastronomia peruana e pela possibilidade de encontrar condições para diferentes tipos de prancha. Neste guia, você encontra as principais informações para planejar a viagem: melhor época, nível recomendado, temperatura da água, hospedagem, transporte, equipamentos e passeios próximos.
Chicama em poucas palavras
- Localização: Puerto Malabrigo, região de La Libertad, norte do Peru
- Aeroporto mais próximo: Trujillo
- Tipo de onda: point break de esquerda
- Fundo: predominantemente areia, com pedras em alguns trechos
- Temporada mais consistente: geralmente entre abril e outubro
- Nível recomendado: iniciado com autonomia, intermediário e avançado
- Temperatura da água: fria a amena, variando conforme a estação
- Roupa de borracha: long john 3/2 mm na maior parte do ano
- Pranchas indicadas: shortboard, fish, mid-length, longboard, SUP e foil
- Diferencial: ondas extensas, com diferentes seções ao longo da costa
Onde fica Chicama?
Chicama está localizada em Puerto Malabrigo, uma pequena cidade litorânea da região de La Libertad, no norte do Peru. O destino fica aproximadamente 85 quilômetros ao norte de Trujillo, em um trecho onde o deserto encontra o Oceano Pacífico.
Embora o nome oficial da cidade seja Puerto Malabrigo, o destino tornou-se mundialmente conhecido entre os surfistas como Chicama, nome associado à sua longa esquerda. O órgão oficial de turismo do Peru apresenta a região como um dos destinos litorâneos mais procurados do norte peruano e destaca sua onda como uma das mais longas do mundo.
Como chegar a Chicama?
O caminho mais prático para brasileiros normalmente começa com um voo para o Peru. Dependendo da passagem escolhida, o viajante pode seguir de Lima para Trujillo em um voo doméstico e completar o trajeto até Chicama por transporte terrestre.
Outra possibilidade é fazer todo o percurso entre Lima e Chicama por terra, mas essa opção exige mais tempo de viagem. Para uma surf trip curta, voar até Trujillo costuma tornar a logística mais confortável.
Do aeroporto de Trujillo até Puerto Malabrigo, o deslocamento terrestre leva aproximadamente uma hora e meia, dependendo do trânsito e das condições da estrada. O ideal é organizar previamente um veículo com espaço adequado para passageiros, malas e capas de prancha.
Qual é a melhor época para surfar em Chicama?
É possível encontrar ondas em Chicama durante grande parte do ano, mas a temporada mais consistente costuma acontecer entre abril e outubro, quando os swells de sul e sudoeste chegam com maior frequência à costa peruana. É nesse período que aumentam as chances de as diferentes seções funcionarem e formarem percursos mais longos.
Fora da temporada principal, Chicama ainda pode oferecer boas condições. Ondulações menores podem favorecer surfistas que preferem ondas mais suaves, além de longboards, mid-lengths, SUPs e foils. A escolha da data deve considerar o nível do surfista, o tamanho de onda desejado e o tipo de prancha utilizado.
Nenhuma época, porém, garante condições perfeitas. O tamanho das ondas, a conexão entre as seções, o vento e a corrente variam diariamente.
Como é a onda de Chicama?
Chicama é uma extensa onda de esquerda formada por diferentes seções. Em condições adequadas, algumas dessas partes podem se conectar e proporcionar percursos excepcionalmente longos. Porém, nem toda onda atravessa toda a costa, e não é correto imaginar que todas as séries ofereçam quilômetros de parede contínua.
A onda costuma apresentar paredes mais cheias e previsíveis, mas também pode formar trechos rápidos e mais cavados. Essa variedade permite trabalhar linha, velocidade, leitura de onda e repetição de manobras durante uma mesma sessão.
O vento offshore é uma característica marcante de Chicama. Ele ajuda a manter a face da onda organizada, mas também pode ficar forte e dificultar a entrada na onda, principalmente para quem utiliza pranchas muito leves ou com pouca remada.
Qual nível é necessário para surfar em Chicama?
Chicama atende principalmente surfistas iniciados com autonomia, intermediários e avançados. A previsibilidade da onda e o fundo predominantemente de areia tornam o destino mais acessível do que muitos point breaks sobre recifes rasos.
Isso não significa que a viagem seja indicada para qualquer iniciante. O participante deve conseguir remar, furar ondas, entrar e sair do mar e controlar a prancha sem assistência constante. Em dias maiores, a corrente, o vento, a extensão das sessões e o posicionamento exigem preparo físico e experiência.
Para quem já possui autonomia, Chicama pode contribuir muito para a evolução técnica. As ondas longas permitem repetir movimentos, corrigir a linha e experimentar diferentes abordagens ao longo da mesma parede.
Chicama é boa para longboard?
Sim. Chicama é um dos destinos mais desejados por longboarders. Suas paredes extensas e, em muitos dias, mais cheias favorecem fluidez, caminhada, controle de velocidade e permanência prolongada sobre a onda.
Mid-lengths e fishes com boa remada também funcionam muito bem. Nos dias maiores e mais rápidos, shortboards ou pranchas um pouco mais alongadas podem oferecer maior controle.
A melhor escolha depende da previsão, do nível do surfista e de seu estilo. Se houver disponibilidade para levar mais de uma prancha, um quiver com propostas diferentes aumenta as possibilidades durante a viagem.
Quais pranchas levar para Chicama?
As seguintes opções podem funcionar em Chicama:
- Shortboard: indicada para seções mais rápidas e dias de maior energia.
- Fish: boa alternativa para ganhar velocidade nas paredes mais cheias.
- Mid-length: oferece remada, estabilidade e fluidez para percursos longos.
- Longboard: excelente para aproveitar as paredes extensas e os dias menores.
- SUP: permite boa entrada e leitura das seções, desde que utilizado com segurança.
- Foil: pode funcionar em condições específicas e deve ser utilizado apenas por praticantes experientes, respeitando distância e regras de segurança.
Pranchas com boa remada ajudam a entrar mais cedo nas ondas. Também pode ser interessante evitar equipamentos excessivamente leves, pois o vento offshore forte pode dificultar o drop.
Antes de viajar, confira as regras da companhia aérea para transporte de pranchas, quantidade permitida, peso máximo, dimensões da capa e cobrança por trecho.
Como funciona a correnteza em Chicama?
A correnteza é um dos pontos mais importantes para quem planeja surfar em Chicama. Em determinados dias, ela desloca rapidamente os surfistas ao longo da costa e dificulta a permanência no mesmo pico.
Depois de terminar uma onda, remar todo o caminho de volta pode exigir bastante energia. Por isso, algumas hospedagens e operadores locais oferecem transporte de barco para recolocar os surfistas nas seções mais altas da onda. O serviço reduz o desgaste e permite aproveitar melhor o tempo disponível, mas deve ser confirmado no pacote contratado.
Quando não houver transporte aquático, o surfista poderá precisar sair do mar, caminhar pela praia ou pelas áreas de pedras e retornar ao ponto de entrada. Botinhas podem facilitar esse deslocamento e proteger os pés.
Qual é a temperatura da água em Chicama?
A água de Chicama é influenciada pelas correntes frias do Pacífico e pode chegar a aproximadamente 17 °C nos períodos mais frios. A sensação térmica também é reduzida pelo vento offshore, especialmente em sessões longas ou nos momentos de espera entre as séries.
Um long john 3/2 mm costuma atender a maioria dos surfistas. Pessoas mais sensíveis ao frio podem considerar uma roupa mais quente, botinhas ou acessórios de neoprene. Como a temperatura varia, vale consultar a previsão antes de definir o equipamento.
Onde se hospedar em Chicama?
A região possui desde hotéis com estrutura completa e vista para o mar até hospedagens menores e familiares. Para uma viagem de surfe, a localização faz diferença: ficar perto da onda reduz deslocamentos e permite acompanhar as condições ao longo do dia.
Antes de reservar, verifique se a hospedagem oferece:
- Espaço seguro para guardar pranchas;
- Café da manhã e opções de alimentação;
- Transporte para os pontos de entrada;
- Serviço de barco ou apoio nas sessões;
- Área para secar roupas de borracha;
- Quartos adequados ao perfil do grupo;
- Internet e estrutura para descanso.
A OFF Viagens trabalha com diferentes opções em Chicama e pode indicar a hospedagem mais adequada ao orçamento, ao tipo de viagem e ao nível de conforto desejado.
Quanto custa comer em Chicama?
Chicama possui restaurantes locais, hotéis com alimentação, pequenos mercados, cafeterias e estabelecimentos com pratos peruanos. Os valores variam conforme o câmbio, a temporada e o tipo de restaurante, por isso preços publicados em reais rapidamente ficam desatualizados.
Para organizar o orçamento, considere gastos com almoço, jantar, bebidas, água, lanches e eventuais refeições dentro do hotel. Levar soles peruanos facilita pequenas compras, embora alguns estabelecimentos aceitem cartões.
Entre os pratos encontrados na região estão ceviches, peixes, frutos do mar, arroz, carnes, frango e diferentes preparações com batata. Quem viaja ao Peru também encontra uma das culturas gastronômicas mais reconhecidas da América Latina.
O que fazer além de surfar em Chicama?
Chicama é um destino tranquilo, e a rotina gira principalmente em torno do oceano. Nos momentos fora d’água, é possível caminhar pela orla, observar as ondas do alto, explorar a paisagem desértica e aproveitar os restaurantes locais.
Quem dispõe de mais tempo pode conhecer atrações importantes da região de Trujillo:
Chan Chan
Chan Chan foi a capital do Reino Chimú e é reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O complexo arqueológico é uma das principais atrações culturais do norte do Peru e permite conhecer construções, praças e relevos produzidos em adobe.
Complexo Arqueológico El Brujo
Localizado no Vale de Chicama, El Brujo reúne milhares de anos de história da costa norte peruana. O complexo abriga o Museu Cao e está relacionado à descoberta da Senhora de Cao, uma importante figura da cultura Moche.
Huanchaco
Huanchaco combina praia, gastronomia e história marítima. O destino é conhecido pelos tradicionais caballitos de totora, embarcações utilizadas há séculos por pescadores locais, além de possuir ondas e uma forte relação com a cultura do mar.
É possível combinar Chicama com Machu Picchu?
Sim. É possível combinar uma surf trip para Chicama com Cusco e Machu Picchu, mas recomendamos reservar dias adicionais para o roteiro.
A logística normalmente envolve o retorno a Lima e um voo para Cusco. Também é importante considerar o tempo de adaptação à altitude antes das atividades mais exigentes. A combinação funciona melhor quando organizada antecipadamente, com passagens, hospedagens e entradas compatíveis.

O que levar para uma surf trip em Chicama?
Além das pranchas e da roupa de borracha, alguns itens tornam a viagem mais confortável:
- Leash reserva;
- Quilhas extras;
- Parafusos e chave de quilha;
- Kit simples para reparo;
- Botinhas;
- Protetor solar resistente à água;
- Protetor labial;
- Capa reforçada para transporte aéreo;
- Parafina para água fria;
- Medicamentos de uso pessoal;
- Seguro viagem;
- Roupas leves para o dia e agasalho para manhãs e noites;
- Adaptador de tomada, se necessário;
- Garrafa reutilizável.
Também recomendamos identificar a capa e as pranchas com nome e telefone e fotografar os equipamentos antes do despacho.
Por que viajar para Chicama com a OFF Viagens?
A OFF Viagens organiza surf trips desde 2013 e cuida das diferentes etapas necessárias para chegar a Chicama com segurança e praticidade.
Entre os serviços que podem fazer parte da viagem estão:
- Passagens aéreas;
- Hospedagem próxima às ondas;
- Traslados entre aeroporto e hotel;
- Transporte adequado para as pranchas;
- Assistência no embarque;
- Guia brasileiro;
- Apoio de parceiros locais;
- Suporte em português;
- Orientação sobre documentação e equipamentos;
- Opções de viagem em grupo ou personalizada.
Os serviços incluídos variam conforme a saída e devem ser conferidos na página específica da viagem ou na proposta enviada ao passageiro.
Perguntas frequentes sobre Chicama
Chicama tem ondas durante o ano inteiro?
Chicama pode receber ondas durante praticamente todo o ano. Entretanto, o período entre abril e outubro costuma apresentar swells de sul e sudoeste com maior frequência.
Chicama é indicada para iniciantes?
A região pode oferecer condições acessíveis, mas o surfista deve possuir autonomia no mar. Iniciantes sem experiência devem entrar somente com acompanhamento e em condições adequadas.
A onda de Chicama tem realmente quilômetros de extensão?
A costa possui diferentes seções que, em condições especiais, podem se conectar e formar percursos excepcionalmente longos. Isso não significa que todas as ondas percorram a extensão completa.
Precisa usar roupa de borracha em Chicama?
Sim. Um long john 3/2 mm costuma ser a opção mais versátil. Pessoas mais sensíveis ao frio podem precisar de proteção adicional.
Chicama funciona para longboard?
Sim. As paredes extensas e frequentemente mais cheias tornam Chicama um destino muito procurado por longboarders, além de usuários de mid-length e fish.
Existe transporte de barco para retornar ao pico?
Existem operadores e hotéis que oferecem apoio de barco, mas o serviço não é automático em todas as viagens. É necessário confirmar se ele está incluído no pacote contratado.
Qual é o aeroporto mais próximo de Chicama?
O aeroporto mais próximo fica em Trujillo. De lá, o trajeto até Puerto Malabrigo é realizado por terra.
É possível viajar sozinho?
Sim. Surfistas que viajam sozinhos podem participar das saídas em grupo da OFF Viagens, compartilhando a experiência e parte da logística com outros participantes.
Planeje sua surf trip para Chicama
Chicama reúne ondas extensas, paisagem desértica, gastronomia peruana e alguns dos sítios arqueológicos mais importantes do norte do país. É um destino para quem deseja passar vários dias conectado ao oceano e ter a possibilidade de surfar ondas muito mais longas do que aquelas encontradas normalmente no Brasil.
Consulte a agenda de surf trips para Chicama da OFF Viagens ou solicite uma viagem personalizada. Nossa equipe pode organizar passagens, hospedagem, traslados e suporte para que você concentre sua energia no principal: aproveitar as esquerdas do Peru.
Última atualização: setembro de 2026.



